Somos 190,7 milhões de brasileiros

29 11 2010

O censo realizado neste ano pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indica que o Brasil tem uma população de 190.732.694.

Para melhor apresentação dos dados, o IBGE disponibilizou um apresentação dos dados. O link para visualizá-la é http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/0000000237.pdf





6 de Junho, Dia da Logística

6 06 2010

Desembarque na praia da Normândia

O mundo, desde épocas remotas,  serviu como um palco para inúmeras batalhas e guerras. Atualmente, vivenciamos alguns conflitos no Oriente Médio por motivos de poder e controle sobre o petróleo, apesar de não ser o motivo oficial divulgado pelos governos envolvidos nesta empreitada. A imprensa notifica situações delicadas e tensas entre alguns países, como exemplos posso citar Coréia do Norte acusada de afundar navio da Coréia do Sul, Irã e seu enriquecimento de urânio visto como ameaça por alguns países e apoiado por outros e, recentemente, o ataque de Israel à navios ativistas que seguiam rumo à Faixa de Gaza para distribuir suprimentos ao povo da Palestina. Enfim, o objetivo deste post não é comentar sobre estes acontecimentos globais, mas, não sei se posso dizer assim, comemorar o Dia da Logística.

Há 66 anos, no dia 06 de Junho de 1944, os Aliados (EUA, França, Reino Unido, Brasil e URSS)  invadiram a praia de Normândia, França, para dar ínicio à operação de libertação do continente Europeu do domínio Nazista. Para ter êxito em tamanha missão, foi necessário a movimentação de um grande número de tropas e suprimentos, como ração (termo utilizado no exército para comida), armamentos e munições e equipamentos de vários tipos. Foi considerada a maior operação logística da época e, talvez, umas das maiores até o momento.

Numa guerra, quem tem supriementos à disposição leva vantagem em relação ao inimigo. Muitas missões de guerras são para sabotar e destruir os surpimentos do inimigo, deixando os despreparados e desmuniciados. Essa visão vêm da antiguidade, do tempo das batalhas de Alexandre, o Grande cujas conqusitas incluem um império que ia dos Balcãs à Índia, Egito e Báctria (atual Afeganistão) e inclusive a enorme Pérsia, conhecido hoje como Irã. As proezas de suas vitórias estão relacionadas ao fator surpresa, de atacar o inimigo que tivera os seus suprimentos sabotados.

Segundo BALLOU, Ronald H., uma definição dicionarizada do termo logística é:

O ramo da ciência militar que lida com a obtenção, manutenção e transporte de material, pessoal e instalações.

Soldados Aliados após os conflitos.

Como mencionado no parágrafo sobre a Normândia, pelo fato da invasão ter sido viabilizada por um excelente planejamento e o envolvimento de um grande número de pessoas responsáveis pela obtenção e movimentação dos suprimentos necessários, o Dia D (D-Day em inglês), 06 de Junho foi a data especial escolhida para o Dia da Logística.

Pode parecer estranho comemorar o dia da logística numa data em que começou o ínicio de uma carnificina aonde os Aliados tiveram 37.000 mortos e 172.000 feridos ou desaparecidos, já o lado da Alemanha sofreu com baixas de 200.000 mortos e feridos e 200.000 capturados. Mas, não vamos ver pelo lado das batalhas, e sim, pela grande operação de suprir todo um exército.





Supermercados começam a ‘encolher’ no País

23 04 2010

São Paulo – O tamanho das lojas do varejo de alimentos no Brasil está encolhendo, revertendo uma tendência de crescimento acelerado de pontos de venda gigantescos que predominava desde a década de 80 na época da inflação galopante. Nos últimos dois anos, enquanto o número de lojas menores, que incluem o modelo de vizinhança e o atacarejo (formato que mistura o atacado com o varejo), deu um salto, o volume de lojas maiores, como os hipermercados e supermercados, teve um crescimento inexpressivo ou até diminuiu, revela o Relatório Anual da revista Supermercado Moderno. As lojas de atacarejo são, em média, 25% menores que os hipermercados. A área de vendas das lojas de vizinhança é 46% a dos supermercados.

     Segundo a pesquisa, que está na 39ª edição e é uma espécie de radiografia do varejo de alimentos, de 2007 para 2009, o número de lojas de vizinhança cresceu 134% – de 333 para 779 unidades. O número de lojas de atacarejo também mais que dobrou: eram 90 unidades em 2007 e somavam 197 no fim de 2009. Em contrapartida, houve retração no número de lojas de supermercados, de 1,5% em dois anos, e a quantidade de lojas de hipermercados aumentou apenas 8% nesse período.

     A pesquisa mostra que essa tendência é clara quando se avalia as três gigantes do varejo de supermercados: Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart. O tamanho médio das lojas dessas três companhias diminuiu 6,4% em dois anos, levando-se em conta todos os formatos de lojas.
Na análise do coordenador da pesquisa, Valdir Orsetti, a mudança de perfil do varejo de alimentos, de grandes para pequenas lojas é fruto da vários fatores combinados. O primeiro deles é ascensão social das classes de menor poder aquisitivo para os estratos mais abastados. “Com crédito e renda, o consumidor quer fazer as compras perto de casa e gastar o tempo livre para o lazer”, explica. Além disso, a estabilidade da moeda chancelou as compras mais frequentes e em menor volume, pois os preços não mudam do dia para noite como ocorria na época da hiperinflação.

     Por último, ele acrescenta que uma fatia significativa da população está envelhecendo. Por razões físicas, esses consumidores não têm disposição de percorrer grandes lojas quando vão às compras e optam pelas lojas menores, próximas de suas residências. De acordo com a pesquisa, as lojas de vizinhança e os atacarejos estão presentes praticamente em todo o País, com forte concentração nas regiões Sudeste, Norte e Nordeste. O Sudeste reúne quase a metade (49%) das lojas de atacarejo, e o Norte e Nordeste, 24%. No caso das lojas de vizinhança, o Sudeste responde por 60% delas, e o Norte e Nordeste, por 37%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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     Esse quadro mostra que a distribuição para supermercados estará cada vez mais pulverizadas, pois como o aumento da quantidade de lojas em várias localizações substituirá a entrega de produtos em um grande hipermercado que abrangeria uma grande região, maior será o planejamento e, principalmente, a roteirização será mais complexa devido ao grande número de destinos.





Infraestrutura brasileira: longe de ser a ideal!

30 03 2010
Situação de algumas “estradas” brasileiras!!!!! E ainda anunciam o PAC 2 sendo que nem metade das obras do 1º foram concluídas.




Salário mínimo deveria ser de R$ 2.003,30, aponta Dieese

9 03 2010

 Li no InfoMoney e achei interessante compartilhar eessa informação no blog:

SÃO PAULO – No segundo mês do ano, o brasileiro precisava de um salário mínimo de R$ 2.003,30 para poder arcar com suas despesas básicas, de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O cálculo foi feito com base no valor do mínimo de R$ 510, que passou a vigorar neste ano. A entidade verificou que são necessários 3,92 vezes o mínimo para suprir as demandas básicas do trabalhador.

Em janeiro, o valor necessário para suprir as necessidades mínimas do trabalhador era de R$ 1.987,26 – 3,90 vezes o mínimo em vigor.

O salário mínimo necessário é o que segue o preceito constitucional de atender às necessidades vitais básicas do cidadão e de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, sendo reajustado periodicamente para preservar o poder de compra.

Cesta versus salário

Em julho de 2008, o piso deveria ser de R$ 2.178,30, o maior valor já calculado pelo Dieese. Naquela época, o mínimo vigente era de R$ 415.

Em fevereiro, o comprometimento da renda com os gastos com a cesta alcançava 48,94% do salário mínimo, ante os 47,96% necessários em janeiro deste ano.

……….

Infelizmente, vivemos num país de ilusões e utopias. Mas fazer o quê? Esse ano tem eleição e tudo vai continuar do jeito que está, ou pior.





Dívida média do brasileiro equivale a 5 meses de renda

15 02 2010


Nunca o brasileiro deveu tanto. Entre cartões de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, empréstimos para compra de veículos e imóveis – incluindo os recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) -, a dívida das famílias atingiu no fim do ano passado R$ 555 bilhões.

O valor é quase 40% da renda anual da população, que engloba a massa nacional de rendimentos do trabalho e os benefícios pagos pela Previdência Social.

A LCA Consultores constatou que, se os bancos resolvessem cobrar toda a dívida, levando em conta o empréstimo principal e os juros, de uma só vez, cada brasileiro teria de entregar quase cinco meses de rendimentos.

Em 2008, eram necessários 4,3 meses de salários, aposentadorias e pensões para quitar os empréstimos. Em dezembro do ano passado o índice era de 4,8 meses, a maior relação entre dívida e rendimentos da série histórica iniciada em 2001, quando dois meses de rendimentos serviam para pagar os empréstimos.

Apesar do endividamento recorde do consumidor, o estudo da LCA mostra que o comprometimento da renda mensal com financiamentos diminuiu nos últimos 12 meses, devido ao alongamento dos prazos de pagamento. De 2006 a 2009, os prazos médios quase que dobraram, passando de 17,3 meses para 31,1 meses.

Outros estudos confirmam que o endividamento do brasileiro é recorde. A Universidade de Brasília, com base no saldo de empréstimos com recursos livres e na massa de salários das seis regiões metropolitanas, sem contar SFH nem Previdência, conclui que o brasileiro em 2009 devia o equivalente a 10 meses e 20 dias de salário, a maior marca da série iniciada em 2004.

Em 2008, a dívida, nessa fórmula de cálculo, era menor: 10 meses e 2 dias de salário. Já para a Kantar Worldpanel (ex-Latin Panel), 65% dos dois mil lares visitados na Grande São Paulo e na Grande Rio pela consultoria tinham algum tipo de financiamento em 2009. No ano anterior, esse índice estava em 60%. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.





Conceito de Commodities

3 02 2010

A palavra originária da língua inglesa commodities, plural de commodity, significa mercadorias e tem uma enorme importância na economia mundial. Apesar de significar mercadorias na língua inglesa, commodities é um termo genérico para definir produtos de base, homogêneos, de alto consumo, pouca industrialização, produzidos e negociados por várias empresas, com qualidade quase uniforme. Esses produtos “in natura” (alimentos de origem vegetal ou natural consumidos em seu estado natural) definidos como soft commoditty ou de extração mineral (hard commodity), podem ser estocados por determinado período de tempo sem que percam a qualidade.

A importância do termo na economia mundial é o fato das commodities serem utilziadas em transações comerciais, ou seja, mercado à vista e futuro (fecha-se já um contrato para entrega/pagamento futuro) e negociadas nas bolsas de mercadorias (no Brasil, a BM&BOVESPA – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros) em quantidades padrões, por exemplo: o café é negociado em 100 sacas de 60kg. As commodities negociadas na BM&FBOVESPA são soja, algodão, milho, café arábica, café conilon, açúcar, etanol e boi-gordo.

Alguns tipos de commodities (retirado da Wikipedia):

  • Agrícola. Ex. café, trigo, soja, boi-gordo;
  • Recursos pesqueiros. Ex. peixes, lulas, crustáceos, ostras;
  • Mineral. Ex. ouro; petróleo.
  • Financeira. Ex. dólar, euro; real
  • Ambiental. Ex. água, créditos de carbono
  • Recursos energéticos. Ex. energia eléctrica
  • Química. Ex. ácido sulfúrico, sulfato de sódio

No Brasil, a Petrobras e Vale são duas gigantes empresas de produção e negociação de commodities, a primeira pelo petróleo, fonte de incontáveis produtos industrializados e, a segunda, pela extração de minério de ferro, muito utilizado na indústria automobilística, só para citar um exemplo.

As commodities estão no primeiro setor da economia, de uma forma grotesca, o setor de matérias-primas, sendo assim, os preços das commodities interferem em todo o mercado, pois com o aumento de preço de determinada matéria-prima necessária na industrialização de um bem no segundo setor da economia (industrialização) o preço do mesmo sofrerá aumento. As commodities estão interligadas com todos os bens produzidos derivados delas mesmas.

A logística é essencial para a produção, negociação, armazenagem e distribuição de commodities. É indispensável um bom planejamento para efetuar as operações logísticas necessárias na comercialização de commodities.

Geralmente, a armazenagem de commodties é feita em galpões, em silos, em sacas ou câmaras e containers resfrigerados no caso das carnes.Os modais utilizados no transporte das commodities são caminhões, trens, balsas e navios. O modal aéreo não é utilziado por se tratar de um produto sem alto valor agregado, o que não compensaria o alto custo do frete aéreo. O uso de caminhões é essencial na primeira fase do transporte das commodities agro, pelo fato da flexibilidade de movimentação deste modal, permitindo que seja feita a coleta no local da colheita. O modal ferroviário é essencial para longas distâncias, grandes quantidades, fácil transbordo entre caminhão e trem e pelo fato das commodities não perderem a qualidade durante o longo tempo em trânsito deste modal. O modal aquaviário que se utiliza balsas é uma ótima escolha para o transporte de sacas. O modal marítimo é utilizado na exportação/importação de commodities devido a enorme capacidade e variedade (cargas em granel, líquida, containers, etc.) de transporte, o que reduz o custo do frete em vista da quantidade transportada.Por fim, é importante citar o uso de dutoviais para o transporte de cargas líquidas e gasosas como petróleo e gás.

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de commodities do mundo e, por isso, é necessário investimentos em infra-estrutura para o escoamento adequado destes produtos. Nossa cesta básica é composta por commodities “in natura” e industrializadas, sendo assim, a importância delas em nossas vidas são essenciais, pois se tratam de vários alimentos. Usando uma analogia, o Brasil tem a faca e o queijo na mão, só que é preciso de um bom prato para degustar a refeição.

Rodolfo Luiz Alvarenga