Matéria sobre roubo de cargas no país

17 06 2011

Escoltas armadas, equipamentos de última geração e segurança reforçada: nada disso impede o aumento do roubo de cargas no Brasil. A maior parte desses roubos acontece em São Paulo e nas proximidades da cidade. As rodovias mais perigosas são a Régis Bittencourt e a Anhanguera. Os criminosos procuram principalmente cargas de alimentos, eletroeletrônicos e remédios. Para atacar, eles chegam a se disfarçar de policiais. Quem carrega a riqueza do país convive com a insegurança.

“Já fui assaltado. No meio do movimento, o cara chegou e meteu o cano. O sinal fechou, o cara chegou em cima e colocou o revólver”, lembra o caminhoneiro Jorge Luis Carvalho da Silva.

“Não tem segurança mais, a gente sai de casa e não sabe se vai voltar”, lamenta outro caminhoneiro.

“Está perigoso a qualquer momento. Você está sujeito a ser assaltado”, reforça um homem.

Ao todo, 53% dos roubos de cargas do país acontecem no estado de São Paulo e 21% no Rio de Janeiro. Em 2010, o prejuízo dos empresários paulistas e das seguradoras chegou a R$ 280 milhões. Em 2011, já é de R$ 68 milhões. Quanto mais valiosa a carga, maior o risco de ser atacado.

“Uma quantidade grande de laptops que foram roubadas, ou de linha branca, onde vão parar esses produtos? Só pode ser para o comercio formal. Alguém está ganhando com isso, por isso a ideia da cassação, que já acontece com aqueles postos de gasolina que vendem combustível batizados. Eles acabam perdendo o direito de comercializar”, explica Adauto Bentivegna Filho, diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo.

As transportadoras calculam que gastam até 15% do faturamento em escoltas, equipamentos e seguros. Mas nada disso tem impedido a ação dos ladrões. No primeiro trimestre, no estado de São Paulo, foram registrados quase 1,8 mil roubos.

O risco de assalto é maior quando o caminhão circula na capital, onde ocorrem 60% dos roubos de carga do estado. Muitas vezes, os bandidos se disfarçam de policiais.

Nos últimos dias, duas quadrilhas foram presas. Tinham armamento pesado.

“Os roubos são concentrados em uma área de 100 a 150 quilômetros da capital. Eles agem em quadrilhas de pelo menos quatro pessoas fortemente armadas. Agem nas proximidades de regiões mais populosas, porque isso facilita a distribuição da mercadoria”, aponta o delegado coordenador do Procarga, Waldomiro Milanese.

Na capital, as zonas Leste e Sul são as que registram o maior número de roubos de cargas. Muitos caminhões trafegam com sistema de rastreamento por satélite para que seja possível localizar a carga em caso de roubo. Mas, segundo a polícia, os criminosos já têm equipamentos que bloqueiam o sinal.

Fonte: G1

Além do problema da infraestrutura da malha rodoviária no país, a segurança nas estradas está ficando cada vez mais preocupante.





Pallet, essencial para o fluxo logístico.

28 02 2011

Um dos itens mais importantes da logística, utilizado na armazenagem e transporte é o pallet (ou palete). O pallet é uma plataforma com medidas específicas e feito utilizando, em maior parte, a madeira como matéria-prima. Hoje, com a preocupação ambiental, vemos pallets feitos de plástico e até de metal, para evitar o corte de árvores, mesmo que de reflorestamento. Muitos pallets são reutilizáveis, o que proporciona um ciclo de vida maior e mais sustetável.

O pallet pode ser utilizado para a unitização de diversos tipos de produtos e facilita o transporte, manuseio e armazenagem deste produtos e reduz o tempo destas operações.  Mas é necessário que a empresa tenha estrutura e equipamento necessário para manusear os pallets. Para a movimentação do pallet é necessário o uso de empilhadeiras e transpaleterias (manuais ou elétricas) que encaixam os garfos nas aberturas do pallet e as utilizam para a suspensão do mesmo. Os pallets são armazenados em estruturas porta-pallets.

Os pallets são utilizados em carregamentos de cargas em caminhões ou containers. É necessário que seja emitida uma nota fiscal especificando a quantidade e valor dos pallets transportados para garantia caso ocorra perda e seja requerido ressarcimento. O valor dos pallets pode ser acrescido ao preço do produto caso não ocorra a devolução dos mesmos.

Atualmente, as empresas não precisam ser proprietárias de pallets, pois há prestadores de serviços que alugam pallets, na quantidade e momento requerido pelo cliente. É sempre essencial, na contratação destes serviços, analisar o contrato para definir quais responsabilidades de cada parte.

Para administração e controle dos pallets, código de barras são utilzados para constar informações do proprietário, produto, destino, entre outras informações de determinado pallet.

Os principais tipos de pallets são:

Pallets descartáveis (Oneway):

Larga utilização na industria, baixo peso e custo, geralmente construídos em 'pinus' e projetados a partir de peça que será movimentada. O nome "oneway" é pelo fato de não ser reutilizado depois do primeiro uso.

Pallets comun:

Maior resistência e capacidade de carga, ótimo custo-beneficio, geralmente são fabricados de acordo com as dimensões exigidas pelo cliente. Podem ser utilziados mais de uma vez.

Pallet PBR:

 

Introduzido no mercado em 1990 pela Abras e entidades que fazem parte do Comitê Permanente de Paletização (CPP), com a assessoria do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (IPT-USP), depois de vários anos de testes e ensaios, o pálete padrão PBR é o modelo ideal para a movimentação e armazenamento de mercadorias no Brasil. Com a padronização da medida, em 1,00 x 1,20m, e da estrutura de construção, pela primeira vez passou a ser economicamente viável a manutenção de estoques de pallets para venda futura.

Pallet plástico PBR dupla face:

Pallet de plástico. Alternativa para o pallet de madeira.

Transpaleteira manual:

Transpaleteira elétrica:

Empilhadeira carregando um pallet com tambores:

Pallet sendo colocado em posição numa estrutura porta-pallet:

Estrutura porta-pallet:

É importante destacar que o operador de empilhadeira tenha experiência e prática no uso do equipamento, pois é comum um operador errar a colocação dos garfos da empilhadeira e danificar o pallet.

O pallet, apesar de parecer simples, continuará por muito tempo sendo essencial para o fluxo e armazenagem produtos entre os elos de uma cadeia de abastecimento.

Rodolfo Luiz Alvarenga





Entrevista com o criador deste blog

2 11 2010

Olá pessoal, gostaria de compartihar com todos a entrevista que o Leandro, do excelente site http://www.logisticadescomplicada.com/ , fez comigo. Clique AQUI para lerem a entrevista e aproveitem apra navegar em um dos melhores sites de logística.

 

Abraços!





Matéria sobre cadeia produtiva do petróleo

8 09 2010

Gostaria de compartilhar com vocês uma reportagem especial feita pelo site G1 sobre a cadeia produtiva do petróleo. A matéria mostrao trabalho na plataforma de petróleo, sua extração e as etapas até chegar ao consumidor final.

Link da matéria AQUI





Edição #100 da revista Logweb

12 07 2010

Está disponível para download a edição número 100 da revista Logweb, especializada na área da logística.

Para fazer o download da edição clique AQUI

Sempre achei uma iniciativa legal por parte da equipe da Logweb disponibilizar, todos os meses, o download gratuito da publicação.





Sistemas de Produção

24 05 2010

Linha de produção de aviões

A produção é composta por operações que transformam um conjunto de matérias em produtos acabados ou semi-acabados. É a razão de empresas do segundo setor econômico, o da manufatura, de existir. Portanto, empresas que criam e implantam estratégias bem definidas, possuem boa vantagem competitiva em relação à concorrência.

Vou falar brevemente de quatro variáveis de produção que  as empresas usam.

Sistema de Produção Contínua ou Produção RepetitivaMake to Stock em inglês

Produção para atender nivéis de estoque, atender previsões de vendas, ocorre antes que um pedido seja recebido. O tempo de entrega para o cliente é minimizado deviado ao fato de haver produtos em estoque. Estoques de segurança são mantidos para enfrentar as oscilações de mercado.

Este tipo de produção divide-se em  indústria discreta e indústria de processos. A indústria discreta possui como exemplo computadores, TV’s, geladeiras, etc. Na indústria discreta, os lotes de materiais são facilmente identificados. A indústria de processos, geralmente são representadas por derivados de petróleo e os lotes de materiais são dificilmente identificados devido à grande mistura de matérias.

Produção para atender um pedido específicoMake to Order

O processo de manufatura se iniciaa partir do momento em que o cliente faz um pedido. Geralmente, os componentes e acessórios se encontram armazenados e, após o pedido do cliente, são utilizados para a manufatura do produto. Caso o fabricante não tenha algum componenten em estoque, o cliente terá que esperar para iniciar a produção. O tempo de entrega para o cliente é maior do que no processo Make to Stock.

Montagem Assemble to Order

Normalmente utilizado na indústria automobilística que, ao receber o pedido de uma concessionária, monta os veículos conforme as configurações desejadas pelo cliente, como cor, ar-condicionado, teto-solar, som, etc. O fabricante monta uma grande quantidade  diversificada de produtos finais, com diferenets características e poucos elementos ou componentes montados. É necessário haver uma boa manutenção de itens e componentes no estoque devido a alta flexibilidade que a empresa deve ter para entregar os produtos no tempo determinado.

Projetos sob medidaDesign to Order ou Engineer to Order

Sistema que envolve projeto, desenho, materiais e componentes, fabricação e montagem. O cliente, na maioria das vezes, estabele as especificações em função da necessidade do produto. É um processo de longa duração que pode levar anos  para a conclusão e a utilização de grande número de pessoas e empresas. Este sistema é utilizado na construção de aviões, navios, satélites, máquinas e caldeiras, edifícios, pontes e várias outras construções do setor civil.

Combinação de Sistemas de Produção

As empresas podem utilizar apenas um dos sistemas de produção ou uma combinação deles. Estoque gera custos na cadeia de abastecimento, mas por outro lado permite um tmepo de entrega mais curto ao cliente, portanto, definir estratégias levando em consideração os tipos de produtos a ser manufaturados e os perfis dos clientes é essencial para evitar custos adcionais e atender às necessidades do mercado.

Rodolfo Luiz Alvarenga





Dia do Comércio Exterior + Incoterms

28 01 2010



Hoje, 28 de Janeiro, é dia do Comércio Exterior (comex)!

Para comemorar esse dia, o Universo da Logística está participando de um meme (convidar blogueiros para escreverem sobre o dia do comércio exterior) através de um convite do excelente site Logística Descomplicada.

O que a abertura de mercado, globalização, concorência acirrada, conquista de novos mercados, etc. tem em comum? Todos são resultados das atividades de planejamento e operacaional do Comex. Não importa o quão distante seja um páis do outro, é o comex (juntamente com a logística) responsável pela entrega e desembaraço do produto no destino final, tanto importando como exportando.

Quero tratar de um assunto que gera dúvidas em várias pessoas que trabalham, estudam ou tem relação com a área de comex, os famosos Incoterms.


Tudo iniciou-se, historicamente, na Câmara de Comércio Internacional – Paris, que a partir de 1936 difundiu uma série de normas e termos interpretativos que , a partir daí, passaram a ser utilizados nos contratos internacionais de compra e venda nas áreas de Exportação/Importação.

Os chamados Incoterms são um conjunto padrão de definições determinando regras e práticas neutras que servem para definir, dentro de um contrato de compra e venda internacional, os direitos e obrigações recíprocas do exportador e do importador.


A finalidade dos INCOTERMS é fornecer um conjunto de regras internacionais para a interpretação dos termos mais comuns usados no comércio internacional. Assim, as incertezas de interpretação dos mencionados termos em diferentes países podem ser evitadas, ou, pelo menos, reduzidas. O uso dos INCOTERMS é facultativo, sendo, no entanto, bastante recomendável o seu uso para simplificação e para se evitarem conflitos de interpretação.


Os termos:


· o termo “E” – Ex Works (que significa “na fábrica”, ou seja, um lugar designado) refere-se às situações em que o vendedor só coloca as mercadorias ao dispor do comprador nas suas próprias instalações;

· os termos “F” (FCA, FAS e FOB) – indicam que o vendedor é obrigado a entregar as mercadorias a um transportador designado pelo comprador;

· os termos “C” (CFR, CIF, CPT e CIP) – significam que o vendedor tem a obrigação de contratar o transporte, mas sem assumir os riscos de perda ou dano da mercadoria, nem encargos adicionais derivados de ocorrências posteriores ao embarque ou à expedição;

· os termos “D” (DES, DEQ, DDU, DDP e DAF) – prevêem que o vendedor suporte todos os custos e riscos necessários para que a mercadoria chegue ao lugar de destino.


  • EXW – ex Works (na origem)

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando ele as coloca à disposição do comprador, em sua propriedade ou outro local nomeado não desembaraçadas para exportação e não embarcadas em qualquer veículo coletor.

Deste modo, este termo representa a obrigação mínima para o vendedor, e o comprador deve arcar com todos os custos e riscos envolvidos em aceitar as mercadorias na propriedade do vendedor.

Este termo não deve ser usado quando o comprador não puder executar as formalidades de exportação.


  • FCA – Free Carrier (livre no transportador)

Significa que o vendedor entrega as mercadorias, desembaraçadas para exportação, ao transportador designado pelo comprador, no local nomeado. Deve ser notado que o local escolhido de entrega tem um impacto nas obrigações de embarque e desembarque das mercadorias naquele local. Se a entrega ocorrer na propriedade do vendedor, o vendedor é responsável pelo embarque. Se a entrega ocorrer em qualquer outro lugar, o vendedor não é responsável pelo desembarque.

Transportador significa qualquer pessoa que, num contrato de transporte, encarrega-se de realizar ou conseguir a realização de transporte por qualquer meio de transporte. Se o comprador nomear uma pessoa que não seja um transportador, para receber as mercadorias, o vendedor terá comprido sua obrigação de entrega das mercadorias quando elas forem entregues àquela pessoa.


  • FAS – Free Alongside Ship (livre ao lado do navio)

Significa que o vendedor entrega as mercadorias, quando elas estão colocadas ao lado do navio no porto de embarque nomeado. Isto significa que o comprador tem que arcar com todos os custos e riscos de perda ou dano às mercadorias a partir daquele momento.

O termo FAS exige que o vendedor desembarace as mercadorias para exportação.

Este termo pode ser usado apenas para transporte marítimo ou hidroviário interior.


  • FOB – Free on Board (livre a bordo)

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando elas transpõem a amurada do navio no porto de embarque designado.

Este termo pode ser usado apenas para transporte marítimo ou hidroviário interior.


  • CFR – Cost and Freight (custo e frete)

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando elas transpõem a amurada do navio no porto de embarque. O vendedor deve pagar os custos e o frete necessário para levar as mercadorias ao porto de destino nomeado MAS o risco de perda ou dano às mercadorias, bem como quaisquer custos adicionais devidos a eventos que ocorram após o momento de entrega, são transferidos do vendedor para o comprador.

Este termo pode ser usado apenas para transporte marítimo ou hidroviário interior.


  • CIF – Cost, Insurance and Freight (custo, seguro e frete)

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando elas transpõem a amurada do navio no porto de embarque. O vendedor deve pagar os custos e o frete necessário para levar as mercadorias ao porto de destino nomeado MAS o risco de perda ou dano às mercadorias, bem como quaisquer custos adicionais devidos a eventos ocorridos após o momento da entrega, são transferidos do vendedor para o comprador. Todavia, no CIF, o vendedor também tem que obter o seguro marítimo contra o risco do comprador de perda ou dano às mercadorias durante o transporte.

Conseqüentemente, o vendedor contrata o seguro e paga o prêmio correspondente. O comprador deve notar que sob o termo CIF o vendedor é exigido a obter o seguro somente para a cobertura mínima.

Este termo pode ser usado apenas para transporte marítimo ou hidroviário interior.


  • CPT – Carriage Paid To (transporte pago até)

Significa que o vendedor entrega as mercadorias ao transportador designado por ele mas o vendedor deve, além disso, pagar o custo do transporte necessário para levar as mercadorias para o destino nomeado. Isto significa que o comprador arca com todos os riscos e quaisquer outros custos que ocorram depois que as mercadorias tenham sido assim entregues.

Transportador significa qualquer pessoa que, num contrato de transporte, encarrega-se de realizar ou conseguir a realização de transporte por qualquer meio de transporte. Se transportadores subseqüentes são usados para o transporte até o destino acordado, o risco transfere-se quando as mercadorias tenham sido entregues ao primeiro transportador.


  • CIP – Carriage and Insurance Paid To (transporte e seguro pagos até)

Significa que o vendedor entrega as mercadorias ao transportador designado por ele mas o vendedor deve, além disso, pagar o custo do transporte necessário para levar as mercadorias para o destino nomeado. Isto significa que o comprador arca com todos os riscos e quaisquer outros custos que ocorram depois que as mercadorias tenham sido assim entregues. Todavia, no CIP, o vendedor também tem que obter o seguro contra os riscos de perda ou dano das mercadorias pelo comprador durante o transporte. Conseqüentemente, o vendedor também tem que obter o seguro contra os riscos de perda ou dano das mercadorias pelo comprador durante o transporte.

Conseqüentemente, o vendedor contrata o seguro e paga o prêmio correspondente. O comprador deve notar que sob o termo CIP o vendedor é exigido a obter o seguro somente para a cobertura mínima.

Transportador significa qualquer pessoa que, num contrato de transporte, encarrega-se de realizar ou conseguir a realização de transporte por qualquer meio de transporte. Se transportadores subseqüentes são usados para o transporte até o destino acordado, o risco transfere-se quando as mercadorias tenham sido entregues ao primeiro transportador.


  • DAF – Delivered at Frontier (entregue na fronteira)

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando elas são colocadas à disposição do comprador, no meio de transporte chegado não desembarcado no ponto e local nomeado na fronteira, mas antes da divisa alfandegária do país adjacente. O termo “fronteira” pode ser usado para qualquer fronteira incluindo aquela do país de exportação.

Este termo pode ser usado sem restrição ao modo de transporte quando as mercadorias devem ser entregues numa fronteira terrestre. Quando a entrega deve ter lugar no porto de destino, a bordo de navio ou no cais, devem ser usados os termos DES ou DEQ.


  • DES – Delivered Ex Ship (entregue no navio)

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando elas são colocadas à disposição do comprador a bordo do navio no porto de destino nomeado. O vendedor deve arcar com todos os custos e riscos envolvidos em levar as mercadorias até o porto de destino nomeado antes do desembarque.

Este termo pode ser utilizado apenas para transporte marítimo ou hidroviário interior.


  • DEQ – Delivered Ex Quay (entregue no cais)

Significa que o vendedor entrega as mercadorias quando elas são colocadas à disposição do comprador, não desembaraçadas para importação no cais (atracador) no porto de destino nomeado. O vendedor deve arcar com todos os custos e riscos envolvidos para levar as mercadorias ao porto de destino nomeado e desembarcar as mercadorias no cais (atracadouro).

O termo DEQ exige do comprador desembaraçar as mercadorias para importação e pagar por todas as formalidades, direitos, impostos e outras despesas sobre a importação.

Este termo poderá ser utilizado apenas para transporte marítimo ou hidroviário interior.


  • DDU – Delivery Duty Unpaid (entregue com direitos não-pagos)

Significa que o vendedor entrega as mercadorias ao comprador não desembarcadas de qualquer meio de transporte chegado ao local de destino nomeado. O vendedor deve arcar com os custos e riscos envolvidos em levar as mercadorias a esse lugar excluindo a responsabilidade e os riscos pela execução de formalidades alfandegárias e o pagamento de formalidades, direitos alfandegários, impostos e outros encargos oficiais devidos em razão da importação. Tais obrigações são do comprador.

Este termo pode ser usado sem restrição de modo de transporte, mas quando a entrega deve ter lugar no porto de destino a bordo do navio ou no cais, os termos DES ou DEQ devem ser usados.


  • DDP – Delivery Duty Paid (entregue com direitos pagos)

Significa que o vendedor entrega as mercadorias ao comprador não desembarcadas de qualquer meio de transporte chegado no local de destino nomeado. O vendedor deve arcar com todos os custos e riscos, incluindo direitos, impostos e outros encargos para entrega das mercadorias naquele local, desembaraçadas para importação.

Enquanto o termo EXW representa a mínima obrigação para o vendedor, o DDP representa a máxima obrigação.

Este termo não deve ser usado se o vendedor não tiver condições, direta ou indiretamente, de obter a licença de importação.

Este termo pode ser usado sem restrição do modo de transporte mas quando a entrega deve ter lugar no porto de destino a bordo do navio ou no cais, os termos DES ou DEQ devem ser usados.


  • OBS: O DDP não é aceito no Brasil pois exportador não é contribuinte do II.

  • OBS: O DEQ é o único INCOTERM onde o vendedor paga o descarregamento no destino.

  • OBS: O que caracteriza a entrega da mercadoria ao transportador é o conhecimento de carga.

Recomendo, para mais informações e futuras referências, o site do Ministério do Desenvolvimeno, Indústria e Comércio Exterior e Aprendendo a Exportar (recomendado), ambos do governo.


Convido à todos acessarem outros blogs: Brascomex, Siri Portuário, NewsComex, Comexblog.



Rodolfo Luiz Alvarenga