Pallet, essencial para o fluxo logístico.

28 02 2011

Um dos itens mais importantes da logística, utilizado na armazenagem e transporte é o pallet (ou palete). O pallet é uma plataforma com medidas específicas e feito utilizando, em maior parte, a madeira como matéria-prima. Hoje, com a preocupação ambiental, vemos pallets feitos de plástico e até de metal, para evitar o corte de árvores, mesmo que de reflorestamento. Muitos pallets são reutilizáveis, o que proporciona um ciclo de vida maior e mais sustetável.

O pallet pode ser utilizado para a unitização de diversos tipos de produtos e facilita o transporte, manuseio e armazenagem deste produtos e reduz o tempo destas operações.  Mas é necessário que a empresa tenha estrutura e equipamento necessário para manusear os pallets. Para a movimentação do pallet é necessário o uso de empilhadeiras e transpaleterias (manuais ou elétricas) que encaixam os garfos nas aberturas do pallet e as utilizam para a suspensão do mesmo. Os pallets são armazenados em estruturas porta-pallets.

Os pallets são utilizados em carregamentos de cargas em caminhões ou containers. É necessário que seja emitida uma nota fiscal especificando a quantidade e valor dos pallets transportados para garantia caso ocorra perda e seja requerido ressarcimento. O valor dos pallets pode ser acrescido ao preço do produto caso não ocorra a devolução dos mesmos.

Atualmente, as empresas não precisam ser proprietárias de pallets, pois há prestadores de serviços que alugam pallets, na quantidade e momento requerido pelo cliente. É sempre essencial, na contratação destes serviços, analisar o contrato para definir quais responsabilidades de cada parte.

Para administração e controle dos pallets, código de barras são utilzados para constar informações do proprietário, produto, destino, entre outras informações de determinado pallet.

Os principais tipos de pallets são:

Pallets descartáveis (Oneway):

Larga utilização na industria, baixo peso e custo, geralmente construídos em 'pinus' e projetados a partir de peça que será movimentada. O nome "oneway" é pelo fato de não ser reutilizado depois do primeiro uso.

Pallets comun:

Maior resistência e capacidade de carga, ótimo custo-beneficio, geralmente são fabricados de acordo com as dimensões exigidas pelo cliente. Podem ser utilziados mais de uma vez.

Pallet PBR:

 

Introduzido no mercado em 1990 pela Abras e entidades que fazem parte do Comitê Permanente de Paletização (CPP), com a assessoria do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (IPT-USP), depois de vários anos de testes e ensaios, o pálete padrão PBR é o modelo ideal para a movimentação e armazenamento de mercadorias no Brasil. Com a padronização da medida, em 1,00 x 1,20m, e da estrutura de construção, pela primeira vez passou a ser economicamente viável a manutenção de estoques de pallets para venda futura.

Pallet plástico PBR dupla face:

Pallet de plástico. Alternativa para o pallet de madeira.

Transpaleteira manual:

Transpaleteira elétrica:

Empilhadeira carregando um pallet com tambores:

Pallet sendo colocado em posição numa estrutura porta-pallet:

Estrutura porta-pallet:

É importante destacar que o operador de empilhadeira tenha experiência e prática no uso do equipamento, pois é comum um operador errar a colocação dos garfos da empilhadeira e danificar o pallet.

O pallet, apesar de parecer simples, continuará por muito tempo sendo essencial para o fluxo e armazenagem produtos entre os elos de uma cadeia de abastecimento.

Rodolfo Luiz Alvarenga





Edição 9 anos da revista LogWeb

14 02 2011

Pessoal, já está disponível para download em pdf a edição #108 da revista Log Web. Esta edição é comemorativa dos 9 anos de publicação. O link para download é http://www.logweb.com.br/novo/upload/revista/108/logweb108site.pdf

Boa leitura!





Nova edição da Revista Mundo Logística

13 01 2011

A nova edição número 20 da revista Mundo Logística já está disponível. Abaixo, segue o conteúdo da mesma:

– A importância de SLAs na terceirização logística
Saiba como as empresas precisam de termos contratuais eficazes para gerir a qualidade dos serviços de logística terceirizada e, desta forma, do nível de serviços prestados aos seus próprios clientes. Esta ideia básica está por trás dos chamados SLA, ou service level agreements. Por Alexander Supply

– Coluna Supply Chain Consulting – Reduzindo riscos na seleção de prestadores de serviços logísticos
Entenda os passos para reduzir riscos no momento de selecionar ou trocar o seu fornecedor de serviços logísticos. Quais os passos para seleção? Quem deve ser envolvido e muito mais. Por Eduardo Vecchi e Steven Laiss

– Entrevista com Douglas M. Lambert
Na entrevista “Uma visão global do Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos”, um dos maiores especialistas do mundo no assunto, Douglas Lambert, conta um pouco do que pensa sobre o assunto. Originalmente publicada como “A Global View of Supply Chain Management” na Universidade de Auckland BUSINESS REVIEW.
– Presente e Futuro dos Sistemas APS
Nesta segunda parte do artigo conheça sobre tendências, oportunidades e a emergência de abordagens distribuídas. Por Luis Antonio de Santa-Eulalia, Sophie D’Amours e Jean-Marc Frayret
– Prêmio Rapidão Profissional de Logística do Ano 2010
Conheça como foi a noite de premiação e quem são os finalistas e vencedores de 2010
– A logística na cadeia portuária: o caso do Porto de Lisboa
No momento em que se discute a elaboração de um plano nacional de logística portuária, importa, entre outras coisas, definir a posição do porto na moderna cadeia de suprimentos. O porto é cada vez mais percebido como um elo da cadeia. Por Abílio Neves Marques Afonso, Darli Rodrigues Vieira e Dominique Altoé Vieira
– Custeio baseado em atividades (ABC) aplicado na avaliação do desempenho da frota de transportadora de cargas
Os resultados oriundos do custeamento pelo ABC permitem o conhecimento de informações gerenciais relevantes para o gestor de uma transportadora. Entenda como utilizá-lo e seus benefícios. Por Rodney Wernke e Eduardo Zanellatto Mendes
– Gestão de Variabilidades na Cadeia de Valor
O artigo descreve os aspectos que envolvem as variabilidades da cadeia e propõe novos métodos para suportar a tomada de decisão dos gestores da cadeia de valor. Por Luis Augusto Franciosi e Carlos Frederico Bremer
– A Estratégia de Operações e o Desenho de Redes Logísticas
Uma análise dos fatores relevantes na tomada de decisão pela contratação e a satisfação dos embarcadores de menor porte em relação aos serviços de transporte contratados. Por Marcos J. Isaac
– Nível de Serviço Desejado e Percebido pelos Embarcadores
Uma análise dos fatores relevantes na tomada de decisão pela contratação e a satisfação dos embarcadores de menor porte em relação aos serviços de transporte contratados. Por Ricardo S. Martins
– Coluna Estrategística: Modelos Intuitivos
Por Rodrigo Guerra
– Coluna Logisticamente Falando: Das Fraquezas da Globalização
Por Rodrigo Acras
– Coluna Recomendação de Leitura: Gestão Financeira. Ênfase em aplicações e casos nacionais
Por Darli Rodrigues Vieira

Site da revista: http://www.mundologistica.com.br/default.shtml





Blog com várias informações e notícias sobre o modal ferroviário

5 01 2011

Pessoal, gostaria de divulgar o blog de um colega dedicado ao modal ferroviário. Achei muito interessante pelo fato de encontrarmos muitas notícias e informações sobre este modal que está começando a ganhar força no país.

O link do blog é http://blogs.abril.com.br/ferrovia





Ministério dos Transportes focará em outros modais além do rodoviário

3 01 2011

O Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento

BRASÍLIA – As estradas brasileiras, que hoje respondem por 70% do escoamento da produção nacional, continuarão a protagonizar a malha logística do país, mas perderão cada vez mais espaço com o crescimento dos modais ferroviário e hidroviário. A inversão na matriz logística nacional será a principal busca do Ministério dos Transportes, afirmou o senador Alfredo Nascimento (PR-AM), que assumiu o ministério no sábado, substituindo Paulo Sérgio Passos. Na pauta ferroviária inclui-se a realização do leilão do trem-bala entre São Paulo e Rio, marcado para abril. Segundo Nascimento, a licitação está mantida.

Questionado sobre seu retorno aos Transportes, Nascimento afirmou que “não gostaria de ter voltado”, já que esta será a terceira vez que ele cuidará da pasta, mas comentou que seu nome “foi consenso” dentro do partido, além de ter sido aceito pelo governo. “Eu represento o meu partido no governo.”

Durante a solenidade de posse, o ex-ministro Paulo Passos, que foi secretário-executivo de Nascimento e ficou à frente do Ministério por nove meses, elogiou o aumento dos investimentos feitos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que passaram de R$ 1,5 bilhão por ano em 2000 para R$ 16,5 bilhões em 2010. Passos comentou ainda que no início da década de 2000 a malha rodoviária se encontrava degradada e incapaz de atender a demanda.

Alfredo Nascimento afirmou que Passos “é um ótimo administrador”, mas disse que não chegou a conversar com o ex-ministro sobre a possibilidade de ele permanecer nos Transportes. Nascimento também descartou a criação de novas secretarias e garantiu que boa parte da equipe atual deverá ser mantida.

“Vamos trabalhar para mudar o cenário logístico do país. Infelizmente o modal de transporte brasileiro não é o correto. Não se privilegiou o investimento em ferrovias e hidrovias, mas apenas em rodovias”, disse o ministro, após a solenidade.

“Recuperamos 90% da malha rodoviária do país, mas já começamos a investir em ferrovias e vamos aproveitar melhor os rios. Vamos concluir a ferrovia Norte-Sul no primeiro semestre deste ano e a Transnordestina em 2012.”

Durante seu discurso, Nascimento exaltou a presidente Dilma Rousseff como a maior executiva que já conheceu em seus 30 anos de vida pública e disse estar satisfeito com o orçamento garantido para o ministério. Em 2004, comentou, foram disponibilizados somente R$ 2,4 bilhões para a pasta. Em 2011 serão R$ 21 bilhões, verba impulsionada pela segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O novo ministro dos Transportes não pretende criar uma gestão específica para lidar com as obras ligadas à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016, mas garantiu que irá acompanhar esses projetos com mais atenção.

Alfredo Nascimento retorna ao Ministério dos Transportes depois de ter deixado o cargo em março de 2010 para concorrer ao governo do Amazonas. Perdeu a disputa para Omar Aziz (PMN). A primeira vez que assumiu o posto foi em 2003, mas deixou a pasta em 2006 para concorrer ao Senado e foi eleito com a maior votação do Estado do Amazonas.

Nascimento tem formação em Letras e Matemática, com especialização em Administração de Empresas. Foi secretário da área econômica do governo do Amazonas várias vezes, além de vice-governador e senador.

Fonte: VALOR





Somos 190,7 milhões de brasileiros

29 11 2010

O censo realizado neste ano pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indica que o Brasil tem uma população de 190.732.694.

Para melhor apresentação dos dados, o IBGE disponibilizou um apresentação dos dados. O link para visualizá-la é http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/0000000237.pdf





Sistema Integrado de Transporte de Etanol

28 11 2010

O Sistema Integrado de Transporte de Etanol possui 850 km de extensão e vai atravessar 45 municípios, ligando as principais regiões produtoras de etanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso à Replan, em Paulínia (SP). Parte deste sistema integrado será composto por um Etanolduto de longa distância, entre as regiões de Jataí (GO) e Paulínia. E o primeiro trecho irá de Ribeirão Preto a Paulínia.

A Petrobras iniciou no dia 23 de novembro (terça-feira), as obras do Sistema Integrado de Transporte de Etanol durante cerimônia de primeira solda, no Terminal da Transpetro, em Ribeirão Preto (SP). Participaram do evento os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da Petrobras, José Sergio Gabrielli, da Transpetro, Sergio Machado, da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, representantes do setor sucroenergético, entre outras autoridades.

Em discurso improvisado, Lula abordou os desafios e as vantagens competitivas deste sistema integrado. “Iniciar esta obra é a realização de um sonho que estamos trabalhando há cinco anos, desde a criação do PAC. O objetivo é tornar nosso etanol mais competitivo e fazer com que ele chegue nos portos brasileiros de forma mais rápida e segura”, completou.

Gabrielli enfatizou os aspectos sociais e econômicos do empreendimento. “É uma logística extremamente importante para o país. Vamos viabilizar um canal de escoamento que vai reduzir o custo de transporte e aumentar a rentabilidade da atividade de etanol no Brasil. Isso significa que o setor sucroalcooleiro terá condições de melhorar a sua renda, gerando lucros para os proprietários e emprego para os trabalhadores”, destacou.

Após a primeira solda, foram assinados contratos e o Termo de Compromisso entre Petrobras, Camargo Corrêa, Copersucar, Cosan, Odebrecht Transport Participações e Uniduto para a constituição de uma associação visando dar continuidade à implementação do sistema. Após o evento, as autoridades participam de seminário de apresentação dos resultados das ações realizadas no setor sucroenergético entre os anos de 2003 e 2010.

Com investimentos de mais de R$ 5 bilhões, o Sistema Integrado de Transporte de Etanol possui 850 km de extensão e vai atravessar 45 municípios, ligando as principais regiões produtoras de etanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso à Replan, em Paulínia (SP). Parte deste sistema integrado será composto por um Etanolduto de longa distância, entre as regiões de Jataí (GO) e Paulínia. O primeiro trecho irá de Ribeirão Preto a Paulínia.

O projeto, quando concluído, terá uma capacidade instalada de transporte de até 21 milhões de metros cúbicos de etanol por ano. Mais de dez mil empregos diretos e indiretos serão gerados. Parte dessa mão de obra será recrutada nas regiões do entorno.

A maior parte do sistema será construída utilizando as áreas de passagem de dutos já existentes. Essa medida vai beneficiar com um menor impacto as populações locais e a vegetação nativa. Além disso, o projeto irá reduzir o tráfego nas grandes rodovias e nas áreas de grande circulação de veículos dos centros urbanos. Como resultado disso, haverá redução no número de caminhões e menor desgaste das estradas, maior segurança e agilidade e menor emissão de poluentes.

O empreendimento se integrará também ao sistema de transporte hidroviário existente na bacia Tietê-Paraná. Os comboios de transporte, compostos pelas barcaças de cargas e os barcos empurradores, serão construídos e operados pela Transpetro.

A combinação dos modais dutoviário e hidroviário do sistema Tietê-Paulínia irá garantir uma melhor racionalização do processo de transporte do etanol, com os menores custos possíveis.

O sistema integrado se estenderá por uma ampla malha de dutos até Barueri e Guarulhos, na grande São Paulo, e Duque de Caxias (RJ). A partir destes terminais, o etanol será levado diretamente aos postos de combustíveis por meio de transporte rodoviário de curta distância.

E, para garantir que o etanol chegue a outros mercados no território nacional, por meio da cabotagem, o sistema de escoamento alcançará terminais marítimos nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro.

FONTE: Portal Fator